As sete taças da ira de Deus são sete castigos divinos derramados sobre a Terra nos juízos do fim dos tempos. Também chamadas de sete pragas, elas aparecem no livro de Apocalipse, nos capítulos 15 e 16, e completam a ira de Deus sobre um mundo que se recusou a se arrepender. Confira cada uma das 7 taças:
- Feridas (chagas) malignas e dolorosas
- Mar transformado em sangue
- Rios e fontes transformados em sangue
- O sol escaldante queima as pessoas
- Trevas e escuridão sobre o trono da besta
- Reis se reúnem para a batalha do Armagedom
- Terremoto e tempestade de granizo
Veja um breve comentário sobre cada uma das sete taças e suas respectivas referências bíblicas.
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Contribuir aquiTaças ou pragas? A semelhança com as pragas do Egito
As sete taças também são chamadas de sete pragas, e não por acaso. Vários desses juízos finais lembram as pragas lançadas sobre o Egito, quando o Faraó se recusou a deixar o povo hebreu sair. A água que vira sangue, as trevas, as feridas: são sinais que já apareceram na história e que voltam agora, em escala mundial. A ideia é a mesma dos tempos de Moisés: diante de um coração endurecido, Deus mostra o Seu poder e chama ao arrependimento.
1ª taça - Ferida maligna e dolorosa em Apocalipse 16:2
Quando o primeiro anjo derrama a sua taça sobre a terra, aparece uma ferida maligna e dolorosa nas pessoas que têm o sinal da besta e adoram a imagem dela.
2ª taça - Mar transformado em sangue em Apocalipse 16:3
Quando o segundo anjo derrama a sua taça no mar, este se torna em sangue como de um morto, e morre todo ser vivo que havia no mar. A morte de toda a vida marinha revela a dimensão devastadora desse juízo sobre a criação.
3ª taça - Rios e fontes transformados em sangue em Apocalipse 16:4-7
A terceira taça é derramada nos rios e nas fontes das águas, que também se transformam em sangue. Isso atinge todos os recursos hídricos e corrompe a água do mundo inteiro (doce ou salgada). A Terra fica sem água potável, um recurso essencial para a sobrevivência. Os anjos proclamam que Deus é justo no Seu julgamento, pois os ímpios foram avisados sobre o resultado dos seus pecados. A besta e seus seguidores derramaram o sangue dos santos, e agora recebem sangue para beber.
4ª taça - O sol escaldante em Apocalipse 16:8-9
A quarta taça é derramada sobre o sol, e a consequência é que seus raios queimam as pessoas com um calor insuportável, como fogo. É um calor sem precedentes na história. Nessas condições, a população mundial entra em agonia, com mortes em massa por exaustão e insolação. Ainda assim, o calor não quebranta o coração endurecido dos ímpios: em vez de se voltarem para Deus em arrependimento, eles amaldiçoam o Seu nome.
5ª taça - Trevas sobre o trono da besta em Apocalipse 16:10-11
O quinto anjo derrama a sua taça sobre o trono da besta. Este parece ser um juízo dirigido ao centro do reino da besta, ao coração do seu poder, que fica em trevas. É uma espécie de apagão total. A besta e seus seguidores amavam a escuridão moral e espiritual, e agora experimentam uma escuridão ainda mais terrível, acompanhada de dor. Quando Deus feriu os antigos egípcios com trevas, as pessoas não conseguiam enxergar nem se moviam. Essa escuridão é uma prévia das trevas eternas reservadas aos que rejeitam a Deus.
6ª taça - Rio Eufrates seca: reis se preparam para a batalha do Armagedom em Apocalipse 16:12-16
A sexta taça é derramada sobre o grande rio Eufrates. Este juízo não trata de corromper a água, como as taças anteriores, mas de secar o rio para remover uma barreira natural que servia de defesa. Assim, abre-se o caminho para os reis que vêm do Oriente. Esses exércitos se preparam para a guerra, como aliados do Anticristo, na batalha do Armagedom.
7ª taça - Terremoto e tempestade de granizo em Apocalipse 16:17-21
A sétima taça encerra o conjunto de juízos do fim dos tempos. Assim que ela é derramada, Deus declara o fim do Seu julgamento. Quando o sétimo anjo derrama a sua taça no ar, ocorrem relâmpagos, trovões e um terremoto devastador, o maior desde que existe gente sobre a terra. Cidades do mundo inteiro desabam em escombros. Além do terremoto, cai uma tempestade de granizo: cada pedra pesa cerca de 35 quilos e atinge as pessoas com força.
Resumo das 7 taças da ira de Deus
| Taça | Referência (Apocalipse) | Área afetada | Resultado do juízo |
|---|---|---|---|
| 1ª | 16:2 | Terra | Feridas nos adoradores da besta |
| 2ª | 16:3 | Mar | Sangue e morte da vida marinha |
| 3ª | 16:4-7 | Rios e nascentes | Sangue para beber |
| 4ª | 16:8-9 | Sol e terra | Calor ardente |
| 5ª | 16:10-11 | Trono da besta | Escuridão e dor |
| 6ª | 16:12-16 | Rio Eufrates | Caminho aberto para o Armagedom |
| 7ª | 16:17-21 | Ar e terra | Terremoto e tempestade de granizo |
Passagens bíblicas sobre as sete taças da ira de Deus
Vi no céu outro sinal, grande e maravilhoso: sete anjos com as sete últimas pragas, pois com elas se completa a ira de Deus.
- Apocalipse 15:1
Então ouvi uma forte voz que vinha do santuário dizendo aos sete anjos: "Vão derramar sobre a terra as sete taças da ira de Deus".
O primeiro anjo foi e derramou a sua taça pela terra, e abriram-se feridas malignas e dolorosas naqueles que tinham a marca da besta e adoravam a sua imagem.
O segundo anjo derramou a sua taça no mar, e este se transformou em sangue como de um morto, e morreu toda criatura que vivia no mar.
O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes de águas, e eles se transformaram em sangue.
Então ouvi o anjo que tem autoridade sobre as águas dizer: "Tu és justo, tu, o Santo, que és e que eras, porque julgaste estas coisas; pois eles derramaram o sangue dos teus santos e dos teus profetas, e tu lhes deste sangue para beber, como eles merecem".
E ouvi o altar responder: "Sim, Senhor Deus todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos".
O quarto anjo derramou a sua taça no sol, e foi dado poder ao sol para queimar os homens com fogo. Estes foram queimados pelo forte calor e amaldiçoaram o nome de Deus, que tem domínio sobre estas pragas; contudo se recusaram a se arrepender e a glorificá-lo.
O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino ficou em trevas. De tanta agonia, os homens mordiam a própria língua, e blasfemavam contra o Deus do céu, por causa das suas dores e das suas feridas; contudo, recusaram-se a arrepender-se das obras que haviam praticado.
O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates, e secaram-se as suas águas para que fosse preparado o caminho para os reis que vêm do Oriente. [...] Então os três espíritos os reuniram no lugar que, em hebraico, é chamado Armagedom.
O sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e do santuário saiu uma forte voz que vinha do trono, dizendo: "Está feito!". Houve, então, relâmpagos, vozes, trovões e um forte terremoto. Nunca havia ocorrido um terremoto tão forte como esse desde que o homem existe sobre a terra. [...] Caíram sobre os homens, vindas do céu, enormes pedras de granizo, de cerca de trinta e cinco quilos cada; eles blasfemaram contra Deus por causa do granizo, pois a praga fora terrível.
- Apocalipse 16:1-21
As sete taças marcam o fim do tempo da paciência de Deus. Mas o próprio capítulo traz uma palavra de esperança no meio do juízo: "Feliz aquele que permanece vigilante" (Apocalipse 16:15). A ira cai sobre quem recusa o arrependimento, não sobre quem pertence a Cristo. Por isso a leitura do Apocalipse não serve para gerar medo, e sim vigilância e confiança em quem já venceu o mundo.
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