Joquebede foi uma mulher hebreia da tribo de Levi, esposa de Anrão e mãe de Miriã, Arão e Moisés. Viveu no Egito sob a opressão do faraó, que ordenou a morte dos meninos hebreus. Pela fé, escondeu Moisés e o colocou num cesto no rio Nilo, confiando em Deus. Joquebede é um exemplo de coragem, obediência e fé.

Joquebede vivia no Egito com seu marido, Anrão, em um tempo em que o povo de Israel sofria com a escravidão. Era um período marcado por dor, injustiça e muita opressão. Nesse cenário difícil, ela engravidou de Moisés. Ao mesmo tempo, o faraó ordenou que todos os meninos hebreus recém-nascidos fossem mortos, pois temia o rápido crescimento do povo israelita e a perda de seu poder.

A maior dificuldade que enfrentou foi depois do nascimento de Moisés em um período de extrema perseguição. Movida pela fé, Joquebede escondeu o bebê por três meses. Quando não foi mais possível mantê-lo oculto, ela preparou um cesto impermeabilizado e colocou Moisés no rio Nilo, confiando que Deus cuidaria de seu filho.

Sua atitude foi estratégica e cheia de coragem, pois posicionou o cesto em um local onde a filha do faraó costumava se banhar. Assim, Moisés foi encontrado e adotado pela princesa egípcia.

De forma providencial, Joquebede foi chamada para amamentar e cuidar do próprio filho nos primeiros anos de vida, podendo transmitir a ele sua identidade hebreia e sua fé no Senhor.

Joquebede
Joquebede

Joquebede deixou um poderoso exemplo de fé, sabedoria e coragem. Ela confiou em Deus mesmo diante do risco de perder o filho e cooperou com o plano divino que resultaria na libertação do povo de Israel. Seu legado é o de uma mãe que escolheu obedecer e crer, mesmo em tempos de medo e incerteza.

Estudo bíblico sobre Joquebede

O nascimento de Moisés

O nascimento de Moisés ocorreu em um dos períodos mais sombrios da história do povo de Israel no Egito. Com o crescimento rápido dos hebreus, o faraó passou a vê-los como uma ameaça política e militar, temendo que se unissem a inimigos em caso de guerra.

Para conter esse crescimento, faraó impôs trabalhos forçados e, não sendo suficiente, decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser mortos, lançados no rio Nilo, enquanto as meninas poderiam viver.

Foi nesse contexto de perseguição e morte que Moisés nasceu. Movida pela fé, Joquebede escondeu o filho por três meses, protegendo-o em silêncio, apesar do risco de morte caso fosse descoberta.

Quando já não era possível mantê-lo escondido, Joquebede tomou uma decisão estratégica. Preparou um cesto de junco, impermeabilizado com betume e piche, colocou o bebê dentro e o deixou entre os juncos à margem do rio Nilo. Aquela não foi uma atitude de abandono, mas de confiança em Deus.

Joquebede entregou seu filho aos cuidados do Senhor, acreditando que Ele tinha um propósito maior para aquela criança. Essa decisão foi o ponto de partida para o cumprimento do plano de libertação de Israel.

Anrão e Joquebede: uma família de fé

Anrão e Joquebede pertenciam à tribo de Levi, uma das doze tribos de Israel, separada por Deus para o sacerdócio. Anrão era descendente de Levi, filho de Coate, e Joquebede também era levita, chamada de “filha de Levi” nas Escrituras. Eles se casaram e formaram uma família temente a Deus em meio à escravidão no Egito.

Do casamento nasceram três filhos: Miriã, Arão e Moisés. Arão foi o primogênito, nascido antes do decreto do faraó contra os meninos hebreus, e Moisés foi o caçula, nascido durante o período de maior perseguição. Miriã, a irmã mais velha, teve papel importante ao vigiar Moisés quando foi colocado no rio Nilo. Arão tornou-se o primeiro sumo sacerdote de Israel, enquanto Moisés foi escolhido por Deus como libertador e líder do povo.

A família de Anrão e Joquebede é lembrada como um exemplo de fé e obediência, pois cooperou ativamente com o plano de Deus para a libertação do Seu povo.

Como Joquebede morreu

A Bíblia não fornece muitos detalhes sobre a vida de Joquebede depois que Moisés cresceu. Sabe-se que, pela providência de Deus, ela teve a oportunidade de cuidar de Moisés durante seus primeiros anos, mesmo após ele ser adotado pela filha do faraó. Nesse período, Joquebede pôde transmitir ao filho sua identidade hebreia, valores familiares e a fé no Deus de Israel, o que certamente marcou sua formação espiritual.

Depois disso, as Escrituras não registram acontecimentos específicos sobre seu cotidiano, mas é provável que ela tenha continuado vivendo no meio do povo hebreu, criando sua família com fidelidade a Deus em meio à escravidão no Egito. Seus outros filhos, Arão e Miriã, cresceram envolvidos com a liderança e a fé do povo.

A morte de Joquebede não é registrada na Bíblia, mas sua vida tornou-se um exemplo de fé, coragem e confiança em Deus, sendo lembrada como uma mulher que cooperou com o plano divino desde o início da história de Moisés.

O que aprendemos com a história de Joquebede

A história de Joquebede nos ensina lições profundas sobre fé, coragem e confiança em Deus em tempos de crise.

Ela viveu em um contexto de opressão extrema, quando o faraó decretou a morte dos meninos hebreus. Mesmo diante de uma ordem injusta e ameaçadora, Joquebede escolheu temer a Deus, mostrando que a obediência ao Senhor deve estar acima do medo.

Aprendemos com Joquebede a importância da fé. Ela não apenas acreditou que Deus podia agir, mas tomou atitudes sábias e corajosas, escondendo Moisés e, depois, colocando-o no cesto no rio Nilo. Sua decisão não foi abandono, mas entrega confiante, reconhecendo que o cuidado de Deus ia além de suas próprias forças.

Outro ensinamento é o papel essencial, é que Joquebede aproveitou o tempo que teve com Moisés para transmitir valores, identidade e fé, influenciando profundamente o homem que se tornaria o libertador de Israel.

Joquebede nos inspira a confiar em Deus mesmo quando não vemos soluções claras, lembrando que Ele transforma situações de dor em instrumentos do Seu plano perfeito.

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